Essa semana o silêncio da casa falou alto.
As férias terminaram, o ano começou, e meu coração sentiu tudo ao mesmo tempo.
Alívio… e culpa.
Cansaço… e amor.
Porque a maternidade é esse lugar sagrado onde sentimentos opostos convivem.

Entrego a Deus o peso de não conseguir estar o tempo todo.
Entrego a Ele os dias corridos, as ausências necessárias, as culpas que me visitam.
Às vezes parece que o mundo cria meus filhos e eu apenas acompanho, tentando ajudar na tangente.
Mas confio que nada escapa aos olhos divinos.

O tempo é curto, eu sei.
São poucos dias por ano, poucas fases antes que cresçam, façam escolhas, sigam seus caminhos.
E isso dói.
Dói ver a maturidade chegando enquanto ainda desejo protegê-las do mundo.

Mas hoje escolho confiar.
Confiar que o amor que planto, mesmo nos intervalos, é semente eterna.
Que o colo oferecido, a oração feita em silêncio, o cuidado invisível… tudo conta.
Nada se perde quando é feito com amor.

Que Deus complete onde eu não consigo alcançar.
Que Ele guarde meus filhos quando não posso estar.
E que me ensine a viver a maternidade com menos culpa e mais fé.

O tempo passa rápido, mas o amor permanece.
E isso me sustenta.

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